As Giras do Mundo

•Setembro 24, 2008 • Deixe um comentário

 

 

Um blog de contos, uma Gira por 12 cidades…

“Cada cidade tem uma personagem, cada personagem tem a sua história, cada história uma viagem”.

Buenos Aires, São Salvador, México D.F, La Habana, San Franscico, Monreal, Paris, Amsterdan, Verona, Vien, Praha e Buda. Para cada uma, um conto que sempre se atualiza, capítulos de uma aventura, linhas escritas de um Giramundo.

san franscico, 2002

•Setembro 24, 2008 • Deixe um comentário

 

     San Franscico, respira arte prazer e utopia de 2002.

     Basta chegar pelo mar pra saber como uma cidade portuária te acolhe bem.

     Dias passaram, anos também, e San Franscico continua na moderna vanguarda que lhe convém, assim como era na década hippie, nas esquinas entre Haight Street e Ashbury, onde hoje vive Christine, funcionária de mês do Hooters, na 353 Jefferson St.

… continua

chinatown

A primeira vez que vi Christine ela caminhava por Chinatown, e o que mais me chamou a atenção foi a maneira com que caminhava pelas nuvens ignorando as calçadas de “love street” (The Doors).

Já era fim de tarde e enquanto o céu ganhava uma cor magenta com risco brancos rastros dos aviões, resolvi seguir Christine pegando o mesmo bonde, pelo zigue zague das ruas.

… continua

CHINATOWN-REST-postais

buda, 1996

•Setembro 6, 2008 • Deixe um comentário

Buda, folhas secas de outrora de 1996.

Girando por essa senhora chamada Europa, talvez uma de suas filhas mais estranha, seja a velha Hungria.

Nunca tive um misto tão grande de sentimentos num lugar onde a capital se chama Budapest, mas na verdade Buda é uma cidade e ao atravessar a ponte chegamos a Pest, uma outra cidade.

Mas é em Buda que nossa Gira começa, mais especificamente na estação de trem em busca das famosas termas húngaras…

Saímos de Viena, neve por todos lados, um branco tão puro que cansa…

As primeiras imagens que me lembro chegando na Hungria, foram seus cartazes escritos obviamente em Húngaro, mas aparentemente para mim, em Russo!!

Mas em qualquer parte do mundo, o inacreditável nos acompanha, perdido já na estação encontrei uma brasileira, que mora em Pest e trabalha no bar de Salvador Dalí.

…continua

México D.F. , 2003

•Setembro 5, 2008 • Deixe um comentário

 

 

México D.F., sol, limão, cactos e magia de 2003.

Desembarcar na Cidade do México lendo Carlos Casteñeda é nada mais, nada menos que reflexivo.

A primeira visita dessa Gira não poderia começar por ouro lugar: um encontro marcado, no final da tarde, na janela do quarto de Frida Kahlo.

O país dos Xamãs, também tem uma magia muito forte, um culto a morte, raízes Astecas e rock n’ roll.

México mistura serviência com rebeldia. A língua é quase que cantada, tamanha a sonoridade musical desse país, riquíssimo em cultura, histórias, contos e por que não…Giras!

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Antes de embarcar nesse encontro, fui visitar as famosas pirâmides a 50 km ao norte da capital, em Teotihuacan, cujo significado é “o local onde os homens se tornam deuses”.  Diz a lenda que a pirâmide da Lua suga a energia das pessoas e a do Sol, revigora. Comecei o trajeto pela Lua e depois, pelo Sol. Sentia, sempre pelo desenho das sombras que estava sendo seguido.

castelli1

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são salvador _ 2007

•Setembro 3, 2008 • Deixe um comentário

Salvador, cidade de Oxum, de Oxalá, do Senhor do Bonfim, de Nossa Senhora, de Ogum, de 2007.

 

Nessa cidade todo mundo é D’Oxum. Se a Bahia tem um santo pra cada dia, e uma igreja em cada esquina, também deve ter muito pecado…

O tempero forte da cidade vai além da culinária e dos terreiros. O cheiro de dendê é perfume com alfazema que vem do mar, da pela morena.

O desejo, se confunde com o pecado e o prazer, com a fé, as crenças e magias. Se mistura nas raças, nas classes sociais, no coronelismo e na servidão.

Molha a calçada com água ardente quem chega a Salvador, um brinde nas esquinas e encruzilhadas `a proteção. Arde, São Salvador arde, em festa, desejos, acarajés e folia.

Toda menina bahiana deveria se chamar “Gabriela”. E essa, ter um jeito, que Deus dá…

Rio Vermelho é a casa de Jorge e as histórias do Amado. Essa Gira vai por cravo e canela, capitães de areia e Arcanjos, começa na Rua da Alagoinha 33, seguindo os passos dela, ”Gabriela”…

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verona, 1996

•Setembro 3, 2008 • Deixe um comentário

    

     Verona, a busca pelo dragão de 1996.

     Qual a maior loucura que alguém já fez por amor?

     Talvez essa seja a primeira pergunta que passeia pelos pensamentos de quem chega `a Verona, no Norte da Itália. O cenário do visceral shakespeare  é real. Ali, daquele balcão numa antiga casa, viveu Giulietta e seus sonhos.

     Descobri, entre um gole de Moretti e outro que muitas Giuliettas vivem aqui e ali, em Verona e no mundo, sonhando que seus príncipes encantados as salvem do dragão.

     Romeo talvez não fosse o homem ideal para salvar uma mulher de um dragão. Mas deixemos Romeo e sua pizzaria de lado, a busca dessa Gira é por esse tal dragão…

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paris, 1996

•Setembro 3, 2008 • 1 Comentário

Buonsoir Paris,  voulez vous coucher avec moi ce soir? de 1996.

Chegar a noite em Paris é chegar convidando a “Cidade Luz” a ir pra cama com você, numa das mais belas noites de amor.

Todos os filmes de Godard, brigitte bardot , e o último tango em Paris chegam junto com você.

Querer se apaixonar é um sentimento comum pra quem caminha pela primeira vez na Champs Elise, observar como se comporta o francês, que a primeira vista é de um charme inóspito ao turismo.

Agora entendo porque tantos nomes importantes da literatura mundial escolheram morrer em Paris _ pra ficar mais perto da poesia!

No metrô da Rueil Malmais encontrei Veronique, envolvida em seu chale protetor de seu charme que me levou ao próximo sebo em busca de antigos vinis..

 

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monreal, 2000

•Setembro 2, 2008 • Deixe um comentário

Monreal, bonsouir de 2000.

Entre um café e outros, oui se mistura com yes. A cidade bilinguem não atrai apenas pela maneira diferente de se comunicar, mas pela diversidade que não está nos idiomas, mas na cultura.

Monreal é parte francesa do Canadá, a melhor fatia do bolo de neve, a mistura no ponto certo entre a porra louquice francesa e a orgazinação nerd americana.

Essa Gira começa com um sanduiche na estrada entre Quebéc e Monreal, ouvindo Les Cabochon e dando bonsouir ao que vem pela frente…

 

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buenos aires, 2004

•Setembro 2, 2008 • Deixe um comentário

Buenos aires, primavera sem flores de 2004.

Marilina passeava pela Boca.

Entre um tango ou outro para turistas, ela fazia sua plata.

Marilina era designer, criava ilustrações para sobreviver nessa “puta vida de mierda”…

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la habana _ 2003

•Setembro 1, 2008 • Deixe um comentário

La Habana, anda la Habana de 2003.

 

Para conhecer La Habana, anda La Habana, assim é o convite sincero de La Habana Vieja.

Seria impossível sair da Cuba sem recordações. Isso está no ar, no mar do Malecon, na Rampa e no Capitólio. Na salsa, no cine e no povo cubano.

Cuba parece ser o berço da nostalgia. Com seus carros e costumes antigos, sonhos de um dia de revolução, amor a pátria, ideais, ideais, idéias de luz, câmera, ação…

Silvi é atriz de cinema cubano. Já foi a Paris, já passou fome. Seu talento em interpretar os sentimentos ultrapassa as fronteiras da ilha e do turismo, apenas mental, do cubano.

O “Vampiro de Habana” de Juan Padron, não suga nem metade das histórias que temos pra contar.

ya lo decia Compay Segundo: “el cariño que te tengo, yo no lo puedo negar, si me sali la babita yo no lo puedo evitar…”

 

…continua